Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e a Julieta com o Ricardão.
Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool.
Julieta nunca ficou cinco horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas.
Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.
Romeu não sai sexta-feira à noite com os amigos e só voltava às 6:00 da manhã, bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era de Julieta).
Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer.
Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém.
Julieta não tinha um ex-namorado em que ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro.
Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara de Romeu no meio de um bar lotado.
Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta.
Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu.
Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo.
Julieta nunca teve uma crise de ciúmes achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.
Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério.
Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise por que Romeu não percebeu a mudança.
Romeu não tinha ex-mulheres e filhos que infernizavam a vida da Julieta.
Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu.
Romeu nunca chegou para buscar Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato pra lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...
Por essas e por outras que eles morreram se amando....
(Texto de Luis Fernando Veríssimo)
aheuhaeuheauheahue
boa boa boa..
So podia ser ele!
Mais uma do Veríssimo.
Clap clap clap.. precisa falar mais?!
Um retalho de bits e bytes onde sou Rei, sudito, escravo, bobo, juiz, carrasco e quase sempre réu...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Capitu - Elephant gun
Clap clap clap
Ótimo trabalho - muito próximo do livro!
Vamos ler mais... valorizar o que eh nosso!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Quando acaba por Arnaldo Jabor
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: -Ah,terminei o namoro… -Nossa, estavam juntos há tanto tempo….. -Cinco anos…que pena…acabou…. -é…não deu certo…’ Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona… Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração….. Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse…. A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… Ou se apaixonar… Ou se culpar… Enfim…quem disse que ser adulto é fácil ???
Da série verdades que sabemos, mas não temos coragem de admitir!
Porque complicamos tanto se a vida é simples e fácil de viver?!
Da série verdades que sabemos, mas não temos coragem de admitir!
Porque complicamos tanto se a vida é simples e fácil de viver?!
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Vida...
vida boa é na beira do mar
Deslocados, os surfistas andam pelo solo. acabam boiando quando longe de onde se sentem mais confortáveis. eles são do mar. lá eles flutuam. é mergulhando que o menino peixe respira aliviado, esquece o peso dos pés e relaxa. a agonia fica por conta das horas que passa longe do que lhe parece natural. A maior das casas. Onde é tudo e nada, nada mais.
Apressados, os homens correm pelo concreto. carregam nas costas a dureza da cidade, são tomados pelo negro do asfalto e pisam com pés de blocos maciços e cinzentos. fogem da trilha das buzinas para o acalanto das ondas que quebram na beira-mar. Junto com as ondas, pulam a rotina e caminham pelas águas. se permitem fluir, ninar. se entregam ao balanço, ficam maleáveis, se deixam influenciar.
E então vão na onda. hipnotizados, bailando ao som que reverbera de além do horizonte. E assim se deixam levar pelo imaginário, o ideal em dias tão sólidos.
Abraçados pela válvula de escape da terra firme.
Leves, os pássaros batem asas por aí. podem ir a quase todo lugar. mas até eles que tem o céu, abrem mão do mar. deixam de voar, sonho de tanta gente, para molhar os pezinhos num banho de sal. quanta doçura. só partem em revoada quando a água avança. vez por outra pousam novamente, brincam de “olha a onda!”, viram crianças. depois da diversão voltam para o ar.
Mas vezenquando resolvem obedecer a gravidade e tornam a descer pra lá.
Azul, verde, marrom, transparente, a imensidão contorna o mundo. é comunhão de sentidos, cores, tipos. por tantas peculiaridades se torna plural. bem querer geral e particular. e por ser ao mesmo tempo muitos e um só, que aqui aparece assim, cru, “preto no branco”, indo além da força de expressão. cabe ao observador pintar da cor que desejar, lembrar ou sonhar. na terra, cada um tem seu ( a)mar.
Contribuição da xu...
Deslocados, os surfistas andam pelo solo. acabam boiando quando longe de onde se sentem mais confortáveis. eles são do mar. lá eles flutuam. é mergulhando que o menino peixe respira aliviado, esquece o peso dos pés e relaxa. a agonia fica por conta das horas que passa longe do que lhe parece natural. A maior das casas. Onde é tudo e nada, nada mais.
Apressados, os homens correm pelo concreto. carregam nas costas a dureza da cidade, são tomados pelo negro do asfalto e pisam com pés de blocos maciços e cinzentos. fogem da trilha das buzinas para o acalanto das ondas que quebram na beira-mar. Junto com as ondas, pulam a rotina e caminham pelas águas. se permitem fluir, ninar. se entregam ao balanço, ficam maleáveis, se deixam influenciar.
E então vão na onda. hipnotizados, bailando ao som que reverbera de além do horizonte. E assim se deixam levar pelo imaginário, o ideal em dias tão sólidos.
Abraçados pela válvula de escape da terra firme.
Leves, os pássaros batem asas por aí. podem ir a quase todo lugar. mas até eles que tem o céu, abrem mão do mar. deixam de voar, sonho de tanta gente, para molhar os pezinhos num banho de sal. quanta doçura. só partem em revoada quando a água avança. vez por outra pousam novamente, brincam de “olha a onda!”, viram crianças. depois da diversão voltam para o ar.
Mas vezenquando resolvem obedecer a gravidade e tornam a descer pra lá.
Azul, verde, marrom, transparente, a imensidão contorna o mundo. é comunhão de sentidos, cores, tipos. por tantas peculiaridades se torna plural. bem querer geral e particular. e por ser ao mesmo tempo muitos e um só, que aqui aparece assim, cru, “preto no branco”, indo além da força de expressão. cabe ao observador pintar da cor que desejar, lembrar ou sonhar. na terra, cada um tem seu ( a)mar.
Contribuição da xu...
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